sábado, 9 de novembro de 2019

AINDA HÁ QUEM SE VANGLORIA E NÃO SE ENVERGONHA DE GRITAR BARRABÁS


“De tanto ver crescer a injustiça,
de tanto ver agigantar-se o poder nas mãos dos MAUS (STF),
o homem chega a rir-se da honra,
desanimar se de justiça e ter vergonha de ser honesto”
(Rui Barbosa).



sexta-feira, 8 de novembro de 2019

STF... É UMA ORGANIZAÇÃO QUE NOS ENVERGONHA!

 O que me deixa indignado é a impunidade, falta de caráter,
manipulação da opinião pública, injustiça, puxa-saquismo,
nepotismo, miséria, ignorância, estupidez, mentira... STF.

O PROBLEMA ESTÁ NA MAIORIA DO POVO GOSTAR DE SER ENGANADA

Os servidores da prefeitura de Eunápolis, estão cansados
de serem enganados e prejudicados pelo prefeito Robério!
A maioria absoluta dos governantes e políticos, gasta fortunas do erário com imprensa. Muitos possuem rádios, Tvs e jornais e fazem isto, por que sabem que a melhor forma de enganar o povo é através das propagandas! Essa fórmula de ludibriar é antiga, mas como surte efeito na política!
O certo é que esses maquiavélicos se aproveitam de um sentimento do ser humano que é sua mola propulsora: A esperança! Daí veio o dito popular: “comprou gato por lebre!!!”
Desde quando você escuta falar do “Novo e da Mudança”? Desde o dia que inventaram essa frase de efeito para o então cadidato a governador da Bahia, Waldir Pires (PT), porém nunca lhe alertaram que novo e mudanças seriam essas, com isso vemos apenas a frase de efeito, mas a essência nunca foi apresentada. É como propaganda de veículos: Dizem que o carro tem todos os opcionais e o preço é tanto. Quando se chega à revendedora, dizem que aquele preço é apenas para versão “pé de boi” e que existem outras versões.
O fato é nós brasileiros, ainda não estamos adaptados ao questionamento crítico, apenas nos ludibriamos…
Como seria diferente se a maioria dos políticos não fosse tão falsa e hipócrita! Mas temos que aprender a conviver com esses dissabores, porque o homem percebe que seus sonhos nem sempre são realidades quando se analisa na perspectiva do tempo.

quinta-feira, 7 de novembro de 2019

TEM “PAPAGAIO DE PIRATA” DO PREFEITO NA CÂMARA MUNICIPAL?

Dizem que há entre os vereadores de Eunápolis, uns 14 que,
falam pelo prefeito, tudo o que o próprio se envergonha de dizer!

A expressão "papagaio de pirata" foi inspirada em garrafa de rum, o "Ron Montilla", que mostra um pirata com um papagaio no ombro.
Demos a origem de candidato (candidatus, que vestia uma toga branca na antiga Roma, simbolizando pureza, ausência de mácula, mancha), voto (do Latim votum, promessa), urna (do Latim urna, vaso), e de ostracismo, palavra que tem origem na concha de ostra, que servia de cédula na Grécia antiga para banir alguém indesejado.
E mais umas coisinhas, como a famosa historinha entre Paulo Dapé, em plena Explanada Central, no “Olho do furacão” do Distrito federal, conversando com um transeunte que lhe perguntou se o ex-prefeito sabia quem era ele, e Dapé respondeu assim: " Ora, meu caro, se você, que é você, não sabe quem você é, como iria eu sabê-lo?".
As histórias são muitas e o espaço é pouco. Portanto, vamos direto as indagações, que me estimularam escrever este artigo: Há “Papagaio de Pirata” na Câmara Municipal de Eunápolis? E se a resposta for positiva, quem é, ou quem são?
A resposta já deve estar posta na cachola do leitor! E não creio que seja necessário aqui, eu discorrer sobre uns 14 edis, que o eleitor deve por pra correr do cago de vereador!

quarta-feira, 6 de novembro de 2019

PINTO CANTA DE GALO EM PORTO

Mudou o quadro das eleições majoritárias
em  Porto Seguro e favorece Ubaldino Pinto!
O ex-prefeito de Porto Seguro, Ubaldino Junior (PROS), anunciou sua candidatura à sucessão da alcaidessa Cláudia Oliveira (PSD), no curto período de um mês e está deixando alguns prefeituráveis com "os nervos à flor da pele", pois já aparece  como o primeiro colocado nesse momento pré-eleitoral na cidade.
Esse fato está registrado numa pesquisa realizada pelo renomado Instituto Perfil Estatística, que mostra Ubaldino Junior com 29.8%, seguido de Jânio Natal (Podemos) com 22%, Livia com 11.8%, Beto Axé Moi (PP) com 5.1%, Chico Cancela com 4.0%, Paulinho Toa Toa com 2.9%, Mauricio Pedrosa com 0.7% e Luigi Roturno com 0.2%. Os indecisos ficaram em 16.9%, brancos e nulos 6.6%.
Essa pesquisa sobre intenções de voto em Porto Seguro está tomando conta do noticiário na cidade e desempenha papel importante nas articulações que definirão coligações majoritárias e composições de chapas proporcionais.
O Instituto Perfil Estatística deverá realizar pesquisas esporádicas na cidade e nos próximos dias estará revelando os nomes mais cotados para serem eleitos para a Câmara Municipal de Vereadores.

ROBÉRIO COMO REI DE CABRAS CALADAS

O "Rei" e seu "Primeiro Ministro", ainda não perceberam que
o reinado deles está fadado ao fracasso e logo desmoronará!
Imagine uma cidade bem distante onde o prefeito, como se fosse um rei, se esforça para ganhar a admiração dos seus súditos.
Não mede esforços em divulgar as realizações do seu governo.
Quer deixar o seu nome na história do município, pelo menos não sair pela porta dos fundos.
Com muita pompa, junta a população na praça e, com ajuda de seus assessores e lacaios, faz um discurso que inebria a todos.
Anuncia que fará grandes obras. Que a cidade terá asfalto para pavimentar todas as ruas e outras muitas promessas.
Bravata e esbraveja que foi quem mais construiu escolas, postos médicos e que não há ninguém mais honesto do que ele em seu reinado.
Com tantas realizações em tão pouco tempo, o rei se coloca como o homem que sozinho, sem dispor de um tostão dos impostos pagos pela população, mudou a face do reino.
Diante de tantas notícias boas e favoráveis o que ele espera dos súditos é que vivam felizes para sempre.
Para isso precisa esconder os números ruins do seu reinado.
Contrata os mais fantásticos manipuladores de números e opiniões. Ainda assim, a realidade insiste em desmenti-lo.
Um a cada quatro súditos não consegue emprego e as lojas e fabricas fecham suas portas. As filas dos postos de saúde são imensas e a qualidade do ensino ruim. 
Por mais impostos que os súditos paguem não são capazes de saciar a fome de uma máquina governamental imensa a que o povo chama de saco sem fundo.
Os súditos ficaram sem saber em quem acreditar. Se na palavra do rei anunciada com pompa, circunstância e clarins, ou nas notícias divulgadas.
Como pode o reino viver as duas realidades ao mesmo tempo? Uma delas só pode ser fruto da fantasia. O reino se dividiu entre os que proclamavam a volta do crescimento, da bonança, dos bons tempos e os que insistiam em dizer que tudo está insustentável e o reino vive em uma crise sem precedentes.
Depois de árduos debates nas praças, mercados, estrebarias, assentamentos, pocilgas e estábulos, chegaram à conclusão que uns veem o copo meio cheio e outros meio vazio. Otimistas versos pessimistas.
Diante da persistência do impasse apelaram para um Velho Bruxo Lourenço.
Depois de algum tempo de reflexão ele disse que havia uma terceira visão sobre o copo. A questão não era discutir a quantidade de líquido. Se ele estivesse cheio de um veneno mortal, mesmo tendo sido esvaziado na metade, a outro metade continuava perigosa. Beber o copo cheio ou apenas metade dele certamente provocariam o mesmo resultado. Ou o povo se rebela, ou terá que permanecer bebendo do veneno do rei, ou comendo o pão que Robério amassou!

terça-feira, 5 de novembro de 2019

O REI RUIM CAIRÁ QUANDO SEUS SÚDITOS DESPERTAREM

O reinado do Rei está ruindo sob seus próprios pés!
À tempos estamos presenciando um completo descaso com nosso município. Comentários mil retratando os problemas caóticos e cumulativos como esgotos entupidos invadindo casas; ruas esburacadas e mal iluminadas inviabilizando, ou dificultando o tráfego; a população tendo que fazer o trabalho que seria do poder público, por exemplo tendo que fazer a limpeza urbana; praças abandonadas, manutenção precária; educação sucateada e com professores cruzando os braços, por causa de salários atrasados e péssimas condições de trabalho; além de vários outros problemas na área de saúde, assistência social, segurança e infra-estrutura.
Ocorrerem constantes protestos em vários bairros da periferia, onde os moradores cobram melhorias em seus locais abandonados a anos pelo poder público municipal.
Pessoas recorrem as redes sociais para denunciar o descaso com a saúde, com o abandono de postos médicos e precariedade do Hospital Municipal, que está em péssimas condições, com até alguns pacientes tendo que levar o material necessário para os curativos periódicos.
Diante de toda essa situação dramática, o governo do prefeito Robério Oliveira (PSD), continua a ignorar os anseios e as necessidades do povo de Eunápolis e foi esse mesmo povo que o fez prefeito; que paga seu salário, para que tenha uma boa administração; que necessita de obras e uma vida digna, uma vida de cidadão. Infelizmente muitos irão esquecer esses fatos perto das eleições.
Até quando o governo vai fingir que está tudo bem? Acreditamos que isso continuará a ocorrer até a população descobrir o poder que tem.

segunda-feira, 4 de novembro de 2019

ELEITOR CONSCIENTE NÃO VOTA EM GENTE INDECENTE

É o eleitor consciente, o maior adversário de Robério em Eunápolis!

No próximo ano, o eleitor terá oportunidade de demonstrar que o voto é a arma mais poderosa no processo político democrático. E este fato merece a nossa reflexão.
A política está cada vez mais suja e recheada de bandidos travestidos de homens de bem, que chegam ao poder através da compra de votos. Só que poucos se dão conta que esta compra de votos se dá com o dinheiro do próprio eleitor que se vende, achando que é a pessoa mais esperta do mundo. Mal sabe que o dinheiro que hoje recebe do candidato é o mesmo  que amanhã irá faltar nas escolas, na saúde, no saneamento básico, na segurança e em todos os demais  serviços públicos necessários ao próprio cidadão.
Pode até ser que algum eleitor que “se vende” seja um ingênuo cidadão de bem, que ainda acha que o fato de vender o voto não é crime e sim um benefício ofertado pelo candidato. Mas a grande maioria faz questão de ignorar a origem do dinheiro e quer mesmo é levar vantagens pessoais.
Para que se configure a corrupção, são precisos no mínimo dois atores: o corruptor e o corrompido. Logo, corruptor é aquele que propõe uma ação ilegal para benefício próprio, e corrompido é aquele que aceita a execução da ação ilegal em troca de dinheiro, presentes ou outros serviços que lhe beneficiem. Este indivíduo sabe que está infringindo a lei.
A bem da verdade, é que existe político corruptor porque existe o eleitor corrompido e aí se configura a corrupção. Quem faz do político um adepto a corrupção é o próprio eleitor, pois só se compra alguma coisa se alguém a tiver para vender.
A nossa legislação é rica em dispositivos e normas que puna o candidato, mas a própria justiça reconhece que tem imensas dificuldades em fiscalizar e apurar atos de corrupção.
Punir somente os candidatos não vai acabar com a corrupção. Apesar de já poder fazê-lo com base no artigo 299 do Código Eleitoral, é necessário criar uma legislação mais rígida onde se possa também punir o eleitor. Hoje, os eleitores que recebem ou solicitam vantagens, na maioria das vezes comparecem ao processo na condição de testemunhas, provavelmente arregimentadas pelos adversários políticos do denunciado por corrupção eleitoral ativa (ou mesmo em ações que apurem a existência de abuso de poder ou captação de sufrágio) e contra eles não prossegue o inquérito ou a ação penal.
Reconhecemos que nos últimos anos, houve avanços no processo eleitoral cuja maior conquista, para a transparência e seriedade do voto, está na Lei da Ficha Limpa. Mas também temos que reconhecer que ainda há muito a fazer, em especial um melhor aparelhamento da Justiça Eleitoral e a conscientização e participação da sociedade civil no combate a corrupção.

domingo, 3 de novembro de 2019

NEM TODOS VEREADORES SÃO DESMERECEDORES DE REELEIÇÃO

Nem todos vereadores merecem o voto e a paciência
do eleitor, que não quer saber de parasitas na Câmara!

Tenho lido em alguns grupos de whatsapp, muita gente dizendo "Não reeleja nenhum vereador", sob argumento de ser "o único jeito democrático de moralizar e dar dignidade ao Poder Legislativo de Eunápolis."
Achei a ideia péssima. Se fosse levada a sério, seria um salvo-conduto perfeito pros canalhas: "já que eu não vou me reeleger mesmo, tenho quatro anos pra fazer qualquer coisa." Não sendo levada a sério, o que é a única hipótese possível, é apenas mais uma variação do "todo político é corrupto", uma afirmação tão inconsequente como "todo advogado é ladrão" ou "todo médico é viciado em barbitúricos" ou "todo radialista é jabazeiro". Enfim, uma bobagem, que pode até ter alguma comprovação estatística parcial (qualquer afirmação tem), e pode mesmo render algumas boas piadas, mas não é o caso. Essa proposta do "não reeleja nenhum vereador em Eunápolis" não tem nem a virtude de ser engraçada.
Mesmo assim, a roda da bobagem se move. Tem muita gente achando a proposta genial. Alguns querendo ir mais longe, como sempre: se há vereadores Fraternos com corruptos, o jeito é não votar em ninguém. Como o corno que flagrou a mulher e vendeu a cama.
Os próprios comentários das pessoas que defendem o “voto nulo, branco e abstensivo” se auto-definem como "radicais": "É uma idéia radical. Será que é capaz de dar um sustinho nos caras-de-pau que habitam o oceano de carpetes, mamatas e ar-condicionado da Câmara Municipal de Eunápolis?" Aliás, boa parte dos comentários na blogosfera vão por este lado: "Um tanto quanto radical, mas dá muita vontade de fazer." "Uma decisão radical, que não deixe dúvidas quanto à nossa força, a força do povo e do seu voto."
Ora, radical! Me lembra a definição do velho Karl: "Ser radical é ir à raiz, e a raiz é o homem." Muita gente parece não perceber a diferença entre ser radical e ser sectário. Agora, um pouco mais simplificada, a confusão é entre radicalidade e falta de noção. Mas há exceções, felizmente. Como uma conhecida jornalista da cidade, que ressaltou "E você com isso?" escreveu, com propriedade:
Beleza, você não reelege ninguém. Ótimo. Mas aí, pra poupar tempo de se informar, você vota no primeiro que aparece, esquece em quem votou e deixa o cara lá durante quatro anos fazendo o que bem entende, sem você ficar de olho. A merda será exatamente a mesma, só mudarão as moscas.
Ou um outro internauta, cognominado de Ricardo, que faz uma proposta alternativa e muito mais consequente:
Que tal, indignados, lançar a campanha "Não reeleja nenhum membro da bancada roberista"? Que tal "Não reeleja vereador lacaio do prefeito"? Que tal (...) uma campanha "Não reeleja vereador com parentes ocupando cargos comissionados na prefeitura"? Ah, isso dá muito trabalho, né? Tem que pesquisar, ir atrás, essas coisas. É mais fácil vociferar contra tudo o que está aí.

SOMOS CAUSAS DE MUITAS CONSEQUÊNCIAS QUE NOS ATORMENTAM

A flexibilidade entre a razão e emoção, é a arte do equilíbrio
Viver a vida ou se afogar em um mar imensurável de preocupações? Este é um dilema mais do que aceitável em um mundo como o nosso. Um mundo em que informações são bombardeadas a todo instante aos nossos cotidianos, sem ao menos pedir licença. E, na maioria de vezes, elas não têm um final feliz. São notícias sobre tragédias ambientais, mudanças climáticas, escassez de recursos naturais, desmatamento, extinção de espécies, buraco na camada de ozônio, poluição…
Todos são assuntos que parecem distante da nossa realidade. Como se estivessem acontecendo em uma galáxia muito distante, em um tempo diferente do nosso. E nos tornasse impotentes quanto à solução deles. Mas que, ao mesmo tempo, aprendemos desde cedo, ainda na escola, que não são. Eles estão mais perto do que se imagina, reivindicando que façamos a tal da ‘nossa parte’. Presentes em nossas vidas, lutando para que nossas mentes em negação os enxerguem. E, como todo bom oprimido, eles um dia deixam esta condição para e tornarem opressores.
O meio ambiente deixa de ser vítima e passa a ser nocivo. Vira vilão. Só que a natureza não destrói as construções, as proezas dos homens à toa. Não é ao acaso e muito menos são catástrofes planejadas. Elas simplesmente acontecem, como uma reação a nossas ações. E aí entra a dualidade da reflexão: os culpados são ‘eu’ ou ‘nós’. Fatos ou alarmismos. Ficção ou realidade. No que acreditar? Talvez as pessoas devam parar de buscar uma resposta em tudo o que veem na TV ou leem na internet.
A melhor verdade é aquela que faz parte das nossas vidas. Tenha certeza que aprender a prestar mais atenção no seu dia-a-dia vai te dar mais certezas do que questionamentos. E as perguntas que, por ventura, surgirem, saiba que faz parte da sua jornada rumo a uma consciência mais correta. Da sua eterna busca por uma resolução.
Vivemos em um Estado que sobrevive graças a suas riquezas naturais. E quando as desrespeitamos, há alagações, o rio toma conta de estradas, temporais teimam em se repetir e frentes frias não se cansam de mudar nosso tempo. Tudo fica imprevisível. Consequências. E tudo isso só leva uma conclusão final: precisamos ler mais, nos informar e compreender melhor este mundo incrível e complexo que nos cerca. Mas esta expansão de nossos horizontes sobre a realidade que segue o seu ritmo natural e atropela o comodismo das rotinas pacatas de maior parte da população deve ser maior do que conceitos.
Maior do que planos, ações coletivas ou palestras sobre meio ambiente. O primeiro sopro de consciência deve ser subjetivo. Partir de cada um, enxergando o curso da sua vida. Partir do individual até uma onda mais coletiva. Pense nisso… Afinal, são com as ideias que tudo começa.

sábado, 2 de novembro de 2019

A VIDA É FINITA E QUE ASSIM SEJA COM TUDO O QUE MAIS HOUVER DE MELHOR PARA VIVER!

A pior parte de quando alguém se vai, é que quase nunca temos a chance de dizer adeus!
A morte virou um tabu. Logo ela, a maior de nossas certezas, tornou-se assunto proibido. Cada vez mais tem se tornado comum ouvir dizerem: “se um dia eu morrer”. Parece uma pilhéria, um gracejo. Mas é crença, convicção pura.
A morte é uma história que acontece somente em algum lugar que não se sabe ao certo e é sempre inesperada, inoportuna. Se dependesse da vontade, pouca gente ia querer morrer. Mas convenhamos: pouca gente sabe, de verdade, o que quer.
O tempo também mudou a arquitetura da morte. Os cemitérios não são mais soturnos e pesados, mas leves e discretos, assinados por arquitetos famosos. Tão diferente da época em que se velavam os mortos sobre a sala principal e depois deixavam para sempre as fotos nas paredes da casa. E nesse tempo os espíritos dos mortos eram muito comuns. Minha mãe costumava dizer, quando a cachorra latia sem sentido para um canto vazio da sala: “se é do bem, vem.”
A morte marcou o nascimento da filosofia. Surgiu quando o ser humano tomou conhecimento que morreria da mesma forma que seu companheiro, ou seu inimigo: de pancada, queda, ataque de animal ou doença. E quando essa descoberta assentou em sua cabeça, o cidadão deve ter pensado: "então não ficarei aqui para sempre?" E então, onde estarei? Para onde terei ido? E pronto, a enxurrada de perguntas mudou a espécie humana para sempre.
Hoje, quase não fazemos mais perguntas. E quando não paramos para pensar e questionar o que nos rodeia e quem somos nós em meio ao que nos rodeia, tudo parece apenas um presente contínuo, sem subjuntivo ou passado imperfeito.
Não fazemos mais perguntas por falta de tempo ou de repertório, por falta de ânimo ou por medo das respostas. Tornamo-nos um pouco seres que confirmam, curtem e que bloqueiam. Pra qualquer coisa que nos fazem, dizemos: “você morreu pra mim”.  Na hora da raiva, isso é o mais próximo que chegamos da ideia de que a morte é um delete. Quase não fica lembrança das coisas que achamos que vivemos, porque a lembrança exige vivência, compartilhamento (não, não esse!), cumplicidade dos planos internos, projetos de vida. Mas o fato é que quase não há mais planos internos e nem projetos de vida. "Deixa a vida me levar", diz o sambista. Como o barquinho no córrego, como a tampa da garrafa pet que vai para o oceano ser engolida pela tartaruga distraída.
A morte é a coisa mais bonita que existe, porque ensina que a vida é finita.
Como o sorvete de maracujá, que eu empurrava com todo o cuidado para dentro da casquinha, para saber que, depois que aparentemente eu não tinha mais sorvete, eu sabia que ainda havia um pouco mais dele e que a alegria ainda não acabara.
A morte não é como um sorvete que sobra no fundo de uma casquinha. A morte, sei lá como é. Só sei como é a vida. Quando o primeiro homem viu o primeiro homem morto à sua frente, deve ter pensado: o dia hoje está lindo. Vou subir naquele morro e ver o que há além dele. Bom, eu, com certeza, sei que pensaria assim.

A JUSTIÇA FAZ O CIDADÃO TER VERGONHA DE SER HONESTO

Enquanto políticos corruptos estiverem nocauteando a Justiça,
a população permanecerá comendo o pão que o diabo amaçou!
A Justiça brasileiras tem no Supremo Tribunal Federal e Tribunal Superior Eleitoral, circos de palhaços enlutados, um cenário onde a desonra e a indignidade parecem enraizadas, um espetáculo grotesco protagonizado por falsos juristas escondidos sob togas de seda negra.
Não há que se falar em Ética, conceito apartado aos que insistem trajar colarinho branco. É uma questão de estética.
Por óbvio, as Altas Cortes do país são hoje labirintos sombrios, poços de insegurança que abastecem a vida e o cotidiano do Povo. Não por acaso, abundam “espertalhões” dentre nós… e dentre eles!
O Poder Judiciário está ilegítimo, injusto e desacreditado pela sociedade e em nada se distingue do alicerce do coronelismo, da criminalidade desenfreada, da devassidão ética, moral e cívica e, consequência última, da corrupção institucionalizada.
O Supremo Tribunal Federal (STF), retomará o julgamento sobre a constitucionalidade da execução provisória de condenações criminais, conhecida como prisão após segunda instância, no dia 7 de novembro. Na quinta-feira (24), o julgamento foi suspenso com placar de 4 votos a 3 a favor da medida. Faltam os votos dos ministros Gilmar Mendes, Celso de Mello, Toffoli e da ministra Cármen Lúcia. A análise da questão ocorre há quatro sessões.
Situações assim solapam os esforços de uma coletividade que busca moralidade pública e punição efetiva para os ladrões de primeiro escalão e governantes fichas sujas mantidos como guardiões do erário.
Capas de revistas semanais de grande circulação estão sempre estampando escândalos de magistrados das Cortes e os embates avistados às sessões do Pleno do STF e que envergonham até o mais simples cidadão.
Conclui-se que é uma vergonha ser honrado e honesto neste Brasil… deles.
Não espanta, portanto, que o discurso de Ruy Barbosa de exatos 105 anos atrás, pareça-nos tão atual, tão próximo à realidade do país, das instituições e do nosso povo: “De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto.”

sexta-feira, 1 de novembro de 2019

O DUPLO PAPEL DOS BONS VELHINHOS NUM LAR

Quanto mais envelhece, mais as pessoas se tornam crianças!
A velhice quase sempre se associa a decrepitude, perdas, inferioridade.
Num tipo de sociedade que se ergue sobre valores materiais, não poderia ser diferente: o desprezo pelo idoso está na raiz desse tipo de estrutura social.
Neste mundo em que se exalta a juventude como um estado eterno, o vigor e a beleza como referências existenciais, a pouca idade como síntese de todos os valores, nesta época, neste mundo de hoje, algum papel existe para ser desempenhado pelo avô?
Num tempo que se alicerça no materialismo, terá sentido cultuar essa figura que, antigamente, era santificada?
Dentro de uma economia de mercado, que tem no pragmatismo sua diretriz, é cabível consumir recursos públicos com um grupo etário que pouco produz?
Os avós têm um duplo papel: na família e na sociedade. Na família os avós são conselheiros dos pais e dos netos. Podem transmitir ao vivo a experiência que nenhum livro, ou programa radiofônico, ou televisivo, é capaz de traduzir.
Os avós são apoio em inúmeras situações e emergências. Integram a família.
Feliz da família na qual comparecem os avós.
Na sociedade, os avós transmitem ao presente a herança do passado. São depositários da sabedoria acumulada através de milênios.
Até os pequenos gestos revelam a atitude respeitosa ou desrespeitosa para com os idosos. Ceder o lugar ou a passagem ao idoso, mostrar-se disponível para ajudar nas mais pequenas e breves situações, tudo isso demonstra o nível de educação de uma comunidade no relacionamento com os avós.
Precisam todos, mas principalmente os jovens, de orientação para escolher caminhos que contrastam com o modelo social imperante, vazio, sem alma, desumano.
Um dos pesos da idade para muitos idosos é a viuvez.
Se o casal desfrutou, em plenitude feliz, de longa vida em comum, aquele cônjuge que fica sofre muito a ausência daquele que partiu. A respeito desse fato, que belo o exemplo do grande pensador Ernesto de Souza Campos. Viúvo, Ernesto lia toda manhã uma das cartas de sua mulher. Somente uma. Nunca mais de uma. Era a fruta saborosa daquele dia, segundo suas palavras.