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Depressão, desespero, desesperança... não se harmonizam com viver! |
Se alguém duvida
de que nós estamos em uma guerra é só parar um pouco e começar a contar o
número de mortos. Somente grandes tragédias naturais e guerras produzem tantas
vítimas. A verdade é que estamos sem rumo. O barco está sem comando, o leme
travou e a tempestade continua. Muitas pessoas estão morrendo de tiro, outras
de acidentes de carro, mas nunca se constatou tantos suicídios.
O filósofo Albert
Camus, franco-argelino, escreveu o livro intitulado “O Mito de Sísifo”, em
plena 2ª Guerra Mundial, para falar de quão absurdo é a vida. O Sísifo é um
mito grego. Ele foi condenado pelos deuses a passar toda a eternidade empurrando uma pedra montanha acima. Quando chega ao topo, a pedra rola morro abaixo e Sísifo recomeça tudo de novo. Forever!
mito grego. Ele foi condenado pelos deuses a passar toda a eternidade empurrando uma pedra montanha acima. Quando chega ao topo, a pedra rola morro abaixo e Sísifo recomeça tudo de novo. Forever!
Camus recorreu ao
mito para dizer que a vida não tem (e não faz) o menor sentido. É literalmente
absurda. Por essa razão as pessoas escolhem entre suicidar-se, encontrar um
sentido para a vida na religião ou simplesmente viver como na música do
Martinho da Vila, “Deixa a vida me levar”. O problema é que pessoas religiosas
também estão se matando. Já os que levam a vida por cima da pausada estão se
saindo melhor.
Cada tempo e cada
época da humanidade tem sua própria tragédia. De tragédia em tragédia vamos
vivendo. No século XX foram as guerras mundiais. Na nossa, quem sabe, seja o
crescimento assustador dos suicídios como nunca existiu na história. Cá entre
nós: a vida não é mesmo um absurdo?
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