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O que a maioria absoluta dos políticos prometem, não é o que o eleitor ver sendo cumprido! |
O que pode o
político? Escolhido pelos contribuintes, por aqueles que trabalham para pagar
impostos com o suor do trabalho, o político se sustenta com que a máquina
pública arrecada. Ocupar um cargo político é a forma mais fácil de receber
dinheiro, porque o empregador, que é o eleitor contribuinte, não exige do
empregado, o homem público, qualidade de trabalho. O eleitor é péssimo
empregador.
Assim, recebendo
muito dinheiro público com pouco trabalho e com muito trabalho ruim, o político
melhora, primeiro, sua conta bancária e piora as contas públicas. Quando já
está empregado, o político ignora o empregador, não dando nenhuma satisfação
sobre a real situação dos cofres públicos. Pior: ainda que seja empregado pelo
eleitor, o político impede que o empregador decida como empregar o erário na
sociedade. Nesse sentido, o dinheiro público deixa de
ser público, cabendo somente ao político dizer o que deve e o que não deve ser feito com o dinheiro do contribuinte.
ser público, cabendo somente ao político dizer o que deve e o que não deve ser feito com o dinheiro do contribuinte.
Se
melhorar a saúde pública ou a educação depende da verba do contribuinte, nada
mais justo de que o contribuinte ser convocado a participar não só dos
orçamentos público, mas também ser convocado a decidir onde aplicar o erário.
Nesse caso, o imposto pago pelo contribuinte retorna ao contribuinte como um
bem comum ao local onde se vive. Se a verba é pública, participação e decisão
devem estar nas mãos do público, que é o contribuinte, que é o eleitor, que é o
empregador. Não existe sentido político justo desse dinheiro ficar submetido,
exclusivamente, às vontades de quem foi empregado pelo eleitor, o político.
Além
da política representativa, é preciso haver a política participativa, porque,
só o político “cuidar” do dinheiro do contribuinte, a história já mostrou que
não é o mais apropriado. Empregador e empregado, dentro de uma democracia
justa, devem em assembleias populares decidir quanto-onde-como-quando investir
o dinheiro público para o bem de todos. Leis precisam ser criadas a fim de que
o Poder Legislativo seja corresponsável pelo erário, porque, quando se trata de
grana, a democracia necessita ser revista.
Além
disso, evidente, a mais absoluta transparência da verba pública, visto que não
existe razão de, uma vez empregado pelo eleitor, só o político tomar ciência do
dinheiro que pertence ao contribuinte. Talvez, mais do que liberdade de
expressão, democracia seja tornar a verba pública transparente e fazer com que
essa verba seja gerenciada pelo eleitor e pelo político.
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