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A ciência logo libertará o mundo do terror fatal do Covid-19 |
O número de casos
e o número de mortos por conta da Covid-19 continuam crescendo todos os dias no
Brasil. Paralelo a esses números, cada vez mais estudos sobre medicamentos que
possam combater o vírus são realizados, como o atual estudo liderado pela
Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que descobriu a eficácia do antiviral daclatasvir,
no combate a doença.
O medicamento,
no
entanto, até o momento só mostrou efetividade in vitro, ou seja, em
laboratório, não tendo sido estudado ainda em humanos. Para a infectologista,
Maria Raquel Guimarães, que já trabalha há anos com o uso do antiviral,
combinado com o sofosbuvir para tratar hepatite C, por enquanto, a medicação
ainda está sendo analisada e seu uso terá que esperar. “Trabalho há muitos anos
com o uso de daclatasvir como medicação combinada com sofosbuvir para tratar
hepatite C, aqui no estado de Alagoas.
No momento essa
medicação ainda aguarda a revisão de todos os trabalhos por especialistas
internacionais. Porque essa notícia foi publicada como preprint na plataforma
BioRxiv”, explicou. “A partir do momento que a medicação for liberada poderá
atuar mediando o processo inflamatório que ocorre com a entrada dos vírus nas
células, podendo assim, impedir a multiplicação viral dentro das células,
chegando ser 4 vezes mais forte do que os demais antivirais da sua categoria
que já foram testados por especialistas”, relatou a médica.
A infectologista
explicou ainda que, o medicamento é um avanço, porém, até o momento, não há nada
de conclusivo sobre seu uso. Ela contou também que, como qualquer medicação, o
daclatasvir poderá apresentar, durante seu uso, reações adversas que precisam
ser monitoradas pelos médicos e orientadas a quem utiliza a medicação.
Vale
reforçar que, o estudo foi realizado in vitro, e não em humanos, sendo usado
três linhagens de células, incluindo células pulmonares humanas. O antiviral
conseguiu impediu a produção de partículas virais do novo coronavírus, que
causam a infecção. O medicamento foi de 1,1 a 4 vezes mais eficiente do que
outros remédios que estão sendo usados nos estudos clínicos da Covid-19, a
exemplo da cloroquina e da combinação de lopinavir e ritonavir e a ribavirina,
este último também usado no tratamento de hepatite.
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