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O momento é de praticarmos o adágio: "Um por todos e todos por um"! |
A Covid-19 tem
imposto à toda humanidade um dos maiores desafios da nossa história e,
certamente, de nossa geração. Medidas extremas de precaução modificaram
profundamente a normalidade dos nossos dias. E aquilo que nos torna humanos,
que temos de mais precioso, está sendo rigorosamente restrito: o convívio social.
Todos
estamos cientes da necessidade de
isolamento e do impacto que isso pode causar
no controle da expansão da pandemia e na otimização dos recursos de saúde que
dispomos. No entanto, tenho a mais profunda convicção de que, ao longo desse
processo, a distância vai nos aproximar.
As novas
tecnologias de comunicação e os meios digitais podem colaborar para que nossas
características humanas não sejam tão afetadas e nos forneçam o suporte para
enfrentar essa situação com condições mais confortáveis que outras pandemias
globais; hoje podemos juntar informação e proteção, o que, ao longo da história,
nem sempre foi possível.
O ser humano tem
uma incrível capacidade de se reinventar, de inovar. E esse período pode
possibilitar um olhar para fora na experiência que o mundo e as pessoas
enfrentam, seus problemas, dilemas, convicções, acompanhados de uma profunda
reflexão interna que possibilite a todos sair desse episódio de maneira
renovada.
A sociedade pós
coronavírus não será a mesma e devemos desenvolver a nossa capacidade humana
para inovar e transformar o mundo. É preciso trocar pânico por moderação,
incerteza por afirmação, rumores por informação e falta de civilidade por
solidariedade.
Busquemos a
disruptura, não a interrupção; a criação e a criatividade construtora ao invés
da negação do problema ou da inanição e do pessimismo. Neste momento difícil,
as universidades são um ecossistema que deve responder com conhecimento,
tecnologia e inovação, mas, sobretudo, com humanidade e solidariedade aos
acontecimentos cotidianos.
Não vivenciamos
uma situação normal, mas essa anormalidade está criando uma nova maneira de
educar e aprender. O que vai surgir depois dessa jornada? Ainda não sabemos,
mas temos uma certeza: o amanhã não será igual ao ontem.
Solidariedade e
resistência talvez sejam as palavras de ordem para que sigamos em frente com
serenidade, mas com firmeza. Caminhando juntos, ainda que de mãos dadas
virtualmente, vamos superar esse desafio. Pensando bem, a distância já nos
aproximou.
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