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O Coronavírus encontrará em Eunápolis vítimas mais vulneráveis! |
O Sistema Único de
Saúde, concebido em 1988, no calor da Carta Cidadã - que estabeleceu a saúde
como “direito de todos e dever do Estado” -, já opera de forma insatisfatória
no cotidiano dos brasileiros. Com o avanço do coronavírus pelo Brasil, a
estrutura do SUS corre o risco de agonizar, apresentando-se de forma dramática
para assistir aos que dependem do poder público.
O
vírus desembarcou no Brasil num momento de crise econômica e de alto índice de
desemprego.
Os que labutam
diariamente pelo sustento de suas famílias, pegando ônibus lotados, enfrentando
filas e aglomerações, se posicionam numa situação de grave risco. São pessoas
desprotegidas, que sobrevivem na informalidade, habitam os grotões e as
periferias das cidades.
Se a estrutura de
saúde no País é insuficiente, avalie o quadro eunapolitano. Até poucas semanas
atrás, quando a Covid-19 ainda era desconhecida, o HGE quase entrou em colapso
por falhas inaceitáveis de gestão, que estão sendo até objeto de investigação. Sem
mencionar as prometidas novas estruturas hospitalares e de postos de saúde, com
seus cronogramas em atraso.
A Democrata
Cordélia Torres, em recente vídeo, discorreu sobre o fato de o coronavírus não
ser tão democrático, não obstante o nível pandêmico alcançado, porque os pobres
vão sofrer mais. Eunápolis é um dos municípios mais emfraquecidos em serviços
médicos e hospitalares na Bahia.
Milhares de
eunapolitanos vivem em condições de extrema pobreza. Também existe o lamentável
montante de quase 20 mil jovens, de 15 a 29 anos, que não trabalham e não
estudam.
Por
aqui, a rede de proteção social há de ser mais ativa, com presença efetiva do
poder público nas camadas mais vulneráveis da sociedade. É como definiu Cordélia,
ao examinar a situação: “É obrigação do governo salvaguardar a segurança e a
sobrevivência das pessoas”.
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