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Quem mama, mama demais, mas depois não mamará mais! |
Eunápolis tem um
grupo de uns treze a quatorze vereadores, que ainda não sabe que cabe a ele
mostrar os problemas da comunidade e buscar providências junto aos órgãos
competentes. Mas não é só isso. Cabe-lhe também a função de fiscalizar as
contas do Poder Executivo Municipal e do próprio Legislativo.
Um dos
pré-requisitos básicos da democracia é a existência de um Poder Legislativo
forte e realmente independente. Sem isso, a democracia é deficiente, capenga.
Em Eunápolis, as
leis que falam claramente em “poderes independentes e harmônicos entre si”, estão
distantes de se tronarem realidade. Lamentavelmente, as contradições começam
quando temos parlamentares, em sua maioria, subserviente e fiéis aos interesses
políticos e econômicos do prefeito Robério Oliveira (Fraterno). Em especial, o
que acontece na Câmara Municipal de Eunápolis, é vergonhoso.
Prefeito detêm a
maioria dos vereadores os quais mantêm com um “empreguinho” para a esposa, primo,
cabo eleitoral, um benefício aqui, outro ali… e assim, o vereador fica cada vez
mais distante do verdadeiro papel que lhe cabe como representante do povo,
passando a ser apenas mais um encabrestado, boneco de ventríloquo, marionete,
mequetrefe, zé mané, office-boy e puxa-saco do alcaide.
Cabe à população
esclarecida, exercer bem o seu direito de escolha, quando chamada às urnas para
indicar sua representação. É muito comum ouvir: “vereador não serve para nada”.
Cabe ao vereador, expor os problemas da comunidade e buscar providências junto
aos órgãos competentes. Mas não é só isso. Cabe-lhe também a função de
fiscalizar as contas da prefeitura, os atos do Prefeito, denunciando o que
estiver ilegal ou imoral à população e aos órgãos competentes. Portanto, o
vereador é o fiscal do dinheiro público. E aqui fica a pergunta: será que o
vereador que presta apoio político incondicional ao Prefeito em troca de
“benefícios” pessoais, exercerá livremente a função de fiscalizá-lo? Não. E é
isso que acontece com a maioria dos nossos vereadores em Eunápolis. Isso
precisa ser mudado.
Vereador deve ser
independente, atuante, polêmico, e deve sempre ter a coragem de concordar com o
que considerar certo e discordar do que considerar que esteja errado. Deve agir
com conhecimento e desarmado de ódios ou rancores. É isso que a população deve
observar e cobrar de seus representantes. Aliás, a população precisa freqüentar
as reuniões do Legislativo Municipal, para saber como estão se comportando os
“representantes do povo”. Também é válido lembrar que pela estrutura social e
pobreza da população, ao vereador é sempre cobrada a função de assistente
social. Isso vem de longe.
São os costumes
“coronelísticos” que persistem, como herança política da República Velha.
Infelizmente,
devido à realidade de pobreza da maioria do nosso povo, ainda se pensa assim, o
que torna desfigurada a ação política. Essa mentalidade tanto compromete o
eleitor, vítima maior, por falta de educação política, quanto ao vereador, que
não dispondo de condições materiais para solucionar os problemas do seu
eleitorado, obriga-se ao cabresto do Prefeito. Mas, tanto no caso do eleitor
como do vereador, predomina-se a escassez de educação política.
Precisamos de
vereadores atuantes, dispostos a romperem com os costumes persistentes de
subserviência e vício.
O vereador deve
agir sem apego a benefícios pecuniários. Ele deve usar, com disposição, a
prerrogativa de denunciar possíveis fraudes envolvendo dinheiro público,
sobretudo pela tendência descentralizadora existente, pois recursos estão indo
direto para as mãos dos Prefeitos, como é o caso do Ensino Fundamental e da
saúde.
Vereador
consciente contribui efetivamente para o desenvolvimento humano de Eunápolis,
ajudando o povo a pensar e se organizar.
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