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O sujeito que se elege prefeito comprando votos, acabará roubando o dinheiro público, que serviria para cuidar melhor do próprio povo! |
Um dos principais
problemas no funcionamento das democracias eleitorais é o constante
transbordamento do poder econômico para a política. Embora o ideal democrático
exija a igualdade entre todos os cidadãos (e cidadãs), quem controla mais
recursos materiais costuma exercer uma influência maior nas decisões públicas.
Parte do problema
é estrutural e advém do casamento turbulento entre o capitalismo e a
democracia, em particular da vulnerabilidade social às decisões privadas dos
detentores do capital e do poder. Outra parte se liga às interações entre
agentes do campo econômico e do campo político, tal como lobbies, corrupção e
também o financiamento de campanhas.
O amplo
reconhecimento de que o poder do dinheiro compromete as disputas eleitorais não
levou, até agora, a soluções efetivas para o problema, por exemplo em
Eunápolis.
A capacidade de
influência na eleição permanece dependendo da disponibilidade de recursos de
cada um. Se eu posso doar de mil reais para meu candidato, valerei dez vezes
mais que o meu concidadão mais pobre, que só pode doar um mil – e dez vezes
menos do que aquele, rico, que é capaz de doar cem mil.
As doações têm
muito pouco a ver com nosso envolvimento político ou com a importância que
atribuímos à eleição; são função da utilidade marginal daqueles reais. Ou seja:
os mais ricos influenciam mais mesmo que tenham preferências menos intensas.
Essa discussão é
quase que só acadêmica.
Ainda precisamos
dar o primeiro passo, que é garantir que os resultados das urnas sejam
respeitados. E que a cor sombria do abuso econômico, não impeça que a cor da
liberdade, da igualdade na disputa, da dignidade, ética e honestidade na
aplicação do erário, faça com que Eunápolis tenha a cor dela, que é da
esperança de recuperação do tempo perdido com quem foi Fraterno com a corrupção
e desumanização da cidade, para que a cidade possa ser de paz, prosperidade e
felicidade!
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